**Registro de Histórias Estranhas do Monge de Tóquio**

**Registro de Histórias Estranhas do Monge de Tóquio**

Autor: Grande sabedoria, serena e descontraída

Reencarnei em Tóquio, no Japão, herdei o templo da família e me tornei monge. Ainda como estudante do ensino médio, Pinggong Qianye só podia, ao mesmo tempo em que estudava, conduzir os espíritos de demônios e criaturas malignas à libertação. Com os selos de mão gravados, cultivava o corpo adamantino e contemplava a forma do Buda Dainichi. Ler, recitar sutras, cultivar, conduzir almas, exorcizar demônios, subjugar oni... É assim um monge: os demônios e monstros só precisam pensar em como se esconder para fazer mal; o monge tem muita coisa para se preocupar.

**Registro de Histórias Estranhas do Monge de Tóquio**

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Capítulo Um: Estudante do Ensino Médio como Ocupação Principal, Monge como Ocupação Secundária

Talvez ele estivesse doente.

Já fazia muito tempo que sentia-se assim.

Sempre acreditou que deveria ter um irmão ou irmã que nunca conheceu, alguém destinado a permanecer ausente de sua vida.

Nas noites insones e silenciosas, olhando para o vazio ao seu lado, onde não restava vestígio de nada, Horii Yuuji era tomado por esse pensamento.

Contudo, nos registros civis, era filho único; além de seu nome, não havia qualquer indício de outro.

Seus pais lhe asseguraram inúmeras vezes que não tiveram mais filhos; ele era o único, não havia irmãos que tivessem morrido cedo ou sido adotados por outra família.

Sim, era um fato indiscutível.

Tanto as palavras dos pais quanto o testemunho dos vizinhos e o nome solitário no registro comprovavam essa verdade inegável.

Ainda assim, ele não podia evitar fantasiar, e inconscientemente voltava a confirmar esse fato.

Tinha a impressão de possuir um irmão ou irmã, e o fato de nunca tê-lo visto não era prova de sua inexistência.

Talvez, por ser filho único desde pequeno, a solidão tenha despertado nele uma imaginação de companhia. Sempre que olhava o registro, não conseguia evitar vasculhar várias vezes a coluna dos nomes, na esperança de encontrar algum outro, diferente do seu.

Sentia que deveria ter um irmão ou irmã, apenas ainda não podia enxergá-lo.

Esse pensamento estranho o acompanhou da infância à vida adulta, e ele já nem se lembrava quantas vezes refletiu sobre isso.

Até que seus pais partiram, entrando para o reino dos mortos.

Até que, ao casar-se, t

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