Um cosmos de céu estrelado sem fim, no enigmático fim do Abismo Estelar. A humanidade abriu com as próprias mãos o Portão do Inferno e forjou uma nova era do caminho marcial. Uma torrente de naves espaciais cuja rajada única pode destruir um planeta, guerreiros marciais de corpo físico que caminham pelo universo, bestas estelares poderosíssimas com capacidade de devorar e evoluir indefinidamente... Esta é a era mais insana: no caminho marcial, quem vence é quem impõe a própria força, e a evolução não cessa. Chu Mu veio atravessando dimensões. Ao olhar para as duas luas no céu, apertou firmemente a lâmina em sua mão e jurou tornar-se um guerreiro sem igual, colocando o destino em suas próprias mãos. Mas, antes disso... ele precisa primeiro resolver um pequeno problema: ser expulso do cadastro humano sempre que tira uma soneca.
“Bum!”
“Quatrocentos e quarenta e cinco…”
A noite caía e as luzes da cidade começavam a brilhar. Após as aulas, os estudantes que permaneceram para treinar iam, pouco a pouco, regressando para casa, e o ginásio de artes marciais da escola, equipado com aparelhos modernos, ficava cada vez mais silencioso.
Num canto do ginásio vazio, um jovem de cerca de quinze ou dezesseis anos permanecia diante de um saco de pancadas que oscilava sob os seus golpes. Por baixo do uniforme folgado de treino, seu corpo estava tenso como um arco esticado. No instante em que sua respiração se estabilava, a força nascia nos tendões de Aquiles e, como uma onda, percorria as pernas, a cintura, o abdômen, o peito, os ombros e as costas, multiplicando-se camada por camada até concentrar-se no punho cerrado.
Giro do corpo, soco.
“Bum!”
Com mais um som surdo, o saco de pancadas de mil quilos balançou violentamente para frente e para trás.
“Quatrocentos e quarenta e seis…”
O jovem murmurou em voz baixa, passando a mão suada pela testa e deixando gotas caírem no chão ao lado. Logo, reassumiu a posição de combate.
Outro rapaz, já trocado em roupas comuns e com uma mochila nas costas, saiu do vestiário. Ao ver o jovem ainda treinando, gritou:
“Chu Mu, não esquece de apagar as luzes quando sair.”
“Bum!”
“Quatrocentos e quarenta e sete…”
Vendo que Chu Mu estava totalmente concentrado em seus golpes, o jovem apenas balançou a cabeça com um sorriso resignado e saiu do ginásio.
Ele não precisava se preocupar se Chu Mu apagari