【Reencarnação da Donzela Inocente × Príncipe Astuto e Contido】 Os pais e parentes de Ruan Qingwan foram brutalmente mortos; o único irmão que sobrou foi enviado pelo marido ao palácio para servir como eunuco, em troca de sua própria glória e riqueza. Se alguém lhe dissesse, alguns anos atrás, que ela viveria tudo isso, ela só acharia que essa pessoa estava louca. Mas as cicatrizes do corpo inteiro, a cela escura sem luz do dia, tudo lhe mostrava que aquilo era real. Se pudesse recomeçar a vida, ela não deixaria que estranhos causassem nenhum dano, nem um pouco, à sua família. Quando acordou de novo, viu-se de volta aos dezenove anos, de volta ao tempo de três anos de casamento. Se o céu fosse tão bondoso, por que desperdiçar essa segunda chance? Pegou de volta o controle da casa, acertou a dote e fechou a porta para viver apenas a sua própria vida. A família Song, de início gentil, depois com intimidação e promessas, e por fim revelando o rosto, viu Ruan Qingwan enfim lançar sua exigência: “Quero o divórcio.” “Divórcio? Você enlouqueceu? Nesta vida, morto ou vivo, vou ficar ligado a você.” Song Zhaowen, tomado de raiva, segurou-lhe o pescoço como um louco, querendo arrastá-la para uma morte conjunta. Mal sabiam eles que o Príncipe de Yongyang, de má fama, cuja tosse fazia corte e povo tremerem, ficaria do lado dela: “Song Zhaowen, antes de mexer com os benfeitores do meu palácio, meça primeiro o seu próprio valor.” Mesmo conseguindo o divórcio, Ruan Qingwan não ficou feliz. Nesse mundo dominado pelos homens, será que não importa o quanto ela lute, não consegue se proteger sozinha? Não, ela não acreditava nisso. Até que, certo dia, o Príncipe Astuto foi pessoalmente pedir sua mão. O coração de Ruan Qingwan ficou em confusão, e quando ouviu aquelas palavras, ela simplesmente não conseguiu dizer “não”: “Anda pelo mundo como quiser; não sou seu amparo, sou seu companheiro.” Sem se dar conta, Ruan Qingwan caiu nessa.
"Senhora, por aqui, siga por este caminho."
A criada Pan'er liderava o passo. Ruan Qingwan erguia as barras de sua saia, mantendo o ritmo, mas, após tanto tempo em cativeiro, caminhar era um esforço exaustivo; ela não tinha mais energia para correr pelas ruas. E, para piorar, caía uma chuva torrencial.
Ambas estavam encharcadas. Ao avistar o beco, Pan'er disse, ansiosa: "É aqui. O senhor trouxe o quarto jovem mestre para cá, entraram há pouco tempo."
"Qinghui... preciso salvá-lo, vamos rápido." Mal terminou a frase, tropeçou na própria saia e caiu ao chão. Suas palmas rasparam no solo, deixando suas mãos em carne viva. Ruan Qingwan, como se não sentisse a dor, arrastou-se para frente: "Pan'er, vá pará-los, impeça-os, salve Qinghui!"
Nesse momento, a porta da casa no final do beco abriu-se de repente. Ruan Qingwan ergueu o olhar e viu aquele rosto que ela odiava profundamente.
Ele a observava de cima: "Sua mulher desprezível, o que veio fazer aqui?"
Ruan Qingwan rastejou de joelhos até ele. Naquele momento, não lhe restava dignidade alguma. Após anos de humilhações sob o jugo de Song Zhaowen, ela já não era mais a jovem orgulhosa e confiante da família Ruan.
"Eu te imploro, deixe meu irmão em paz, por favor? Pode me torturar o quanto quiser, mas Qinghui é inocente, ele não pode..."
Song Zhaowen agachou-se e apertou o queixo dela: "Não pode o quê? Eu lhe digo, o único da família Ruan que ainda tem alguma utilidade é esse Qinghui. Vou levá-lo ao pa