Forçada a ser concubina, deixei o marido e me tornei uma magnata

Forçada a ser concubina, deixei o marido e me tornei uma magnata

Autor: Paulownia âmbar

[Sem castidade, tomada à força: a protagonista não termina com o protagonista] Ye Xi morreu subitamente e atravessou para a antiguidade, mas se casou com o marido dos seus sonhos; ela só queria passar essa vida de forma tranquila, vivendo feliz. No início, ficou feliz por ter escolhido um bom marido, achando que poderia ficar ao lado dele para sempre, mas acabou chamando a atenção de um jovem nobre poderoso durante uma fuga. No mundo antigo, o poder do clã dominante era sufocante; como uma menina fraca e sem força poderia resistir? No fim, foi obrigada a se separar do marido e acabou reduzida a concubina. Ye Xi entendeu que, para conseguir escapar, precisava ter capital em mãos; então, dedicou-se inteiramente aos negócios, trabalhando para se tornar uma grande comerciante de sua era. Contudo, mesmo com esse sucesso, ela ainda não conseguia fugir das garras do nobre, que a perseguia sem parar, com um desejo de posse tão feroz que parecia querer dividir com ela o mesmo leito e a mesma sepultura.

Forçada a ser concubina, deixei o marido e me tornei uma magnata

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Capítulo 1

— Saudações, senhor.

De repente, ouviu-se a saudação da criada do lado de fora da porta. Ela sabia que ele havia retornado; sua mão não pôde evitar um leve tremor.

A porta rangeu, abrindo-se e fechando-se em seguida. Logo depois, passos pesados ressoaram pelo aposento. O som penetrou fundo nos ouvidos de Ye Xi, fazendo-a sentir, por um instante, como se estivesse de volta ao tempo em que seus olhos eram vendados, aquele tempo em que o destino se manifestava em portas entreabertas e passos ameaçadores. Um sorriso amargo surgiu em seus lábios — então era isso.

Ela não se levantou para recebê-lo, permanecendo sentada, imóvel, na cadeira de madeira de huanghuali com encosto entalhado. O homem postou-se diante dela, sua sombra a envolveu por inteiro, e ele a olhou de cima, com altivez. Diante da recusa dela em levantar o olhar, franziu a testa, estendeu a mão e, segurando o queixo dela, ergueu-lhe o rosto para examiná-la minuciosamente. Estava mais magra — provavelmente os dias fora não lhe foram fáceis —, olheiras escuras denunciavam várias noites maldormidas.

— Fez tanto esforço para fugir, por que voltou por conta própria? Pensei que só a uma caçada implacável eu conseguiria trazê-la de volta — disse ele, com um sorriso frio.

— Os seus métodos, ainda que não sejam uma rede celestial, sabem atingir a jugular. Por que perguntar o óbvio? — Ye Xi encarou-o, firme. A expressão destemida e as palavras afiadas reacenderam a raiva que ele mal conseguira conter.

Sem piedade, largou-lhe o queixo e, levando a mão para trás, agarrou os cabelos dela,

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