Numa conferência naval, o almirante-chefe, os três grandes almirantes da Marinha e diversos vice-almirantes discutiam uma questão: entre o Rei das Trevas Plutão e o Rei das Trevas Hades, qual deles seria a verdadeira arma ancestral? “Deve ser o Plutão, não? Dizem que, junto com o Rei dos Céus e o Rei dos Mares, era uma das armas mais temidas da antiguidade, um navio de guerra lendário capaz de destruir uma ilha inteira com um único disparo!” “Mas... ele já bombardeou o Hades o dia inteiro, e não houve qualquer reação do outro lado.” Um pesado silêncio se abateu sobre a sala de reuniões. Na sagrada terra de Mariejois, o caracol-fone começou a tocar. Os Cinco Anciãos atenderam, e a voz de um homem ressoou do outro lado. “Ora, são mesmo os Cinco Anciãos? Recebi o navio de guerra Plutão que enviaram. Uma embarcação magnífica.” “Você é Hades? Como conseguiu meu número?” “Senhores, os tempos mudaram. Hoje em dia é fácil descobrir o número de qualquer caracol-fone.” Os Cinco Anciãos estavam furiosos. “Não se atreva a ser insolente conosco! Onde está Nico Robin?” Hades olhou para a mulher adormecida a seu lado e respondeu: “Ela está cansada, já dorme. Mas pediu que transmitisse um recado: a tradução dos Poneglyphs está quase completa. O tempo de vocês... chegou ao fim.”
O mar azul profundo estava coberto por um manto prateado sob a luz de uma lua crescente. Algumas aves marinhas desceram dos céus e pousaram no mastro do veleiro, onde, tranquilas, ajeitavam as penas.
Tratava-se de um pequeno veleiro de um único mastro, com comprimento de apenas oito metros, e completamente vazio. No entanto, de maneira insólita, vozes de suspiros soavam sucessivamente naquele barco aparentemente deserto.
— Ai, quantos dias já se passaram? Não vi nada até agora.
— Alguém pode me dizer que lugar amaldiçoado é este?
Conforme as vozes ecoavam, milhares de luzes, como um enxame de estrelas, reuniam-se sobre o convés, condensando-se na forma de um menino de sete ou oito anos. Seu nome era Hades, ou melhor, o próprio barco se chamava Hades, e ele era o espírito do navio.
Transformar-se de humano em barco foi, a princípio, uma experiência estranha para Hades. Mas, depois de vagar alguns dias por aquele mar sem encontrar comida ou água potável, sentiu-se aliviado: ao menos, como barco, não morreria de fome.
Logo, surgiram as questões sobre a travessia. Não sabia ao certo se havia ido parar dentro de algum jogo, pois ao tornar-se barco, ganhara também um sistema chamado “Sistema do Espírito do Navio”.
Ao abrir o painel do sistema, seu nome, estrutura e dados estavam registrados de forma clara:
Nome do Navio (Espírito): Hades
Comprimento total: 800 cm
Altura total: 700 cm
Estrutura: Quilha; casco; convés; mastro; cabine do leme; porão.
Descrição detalhada: Trata-se de um pequeno veleiro de madeira de um mastr