Na vida passada, era uma veterinária adorável, cheia de amor. Sua alma foi transportada para um mundo estranho, tornando-se uma jovem feia e considerada inútil, sobrevivendo em um mundo cruel onde era constantemente humilhada. Não era possível aceitar esse destino! O que fazer então? Lute, menina! Pela vida, pela dignidade, pela família, pela amizade e também por aquele homem radiante.
Em frente ao portão havia uma criança, todos nós tínhamos algo a dizer sobre ela. Vestia um casaco de pele enfeitado com uma flor, ai! Ploc! Caiu no poço. Ha! Afinal, era apenas um sapo feio!
Sete ou oito crianças, já quase adolescentes, cantavam essa cantiga que haviam inventado, rindo às gargalhadas e zombando descaradamente da menina agachada do lado de fora da porta da cidade, não muito longe, na neve, concentrada, imóvel como uma estátua.
A menina tinha cerca de dez anos, usava um casaco de algodão cinzento e, em seu rosto pálido e doente, havia uma grande mancha escura que se estendia do centro da sobrancelha até o canto esquerdo da boca. A marca era profunda, irregular, e causava medo a quem a visse. Por isso, ganhou o apelido de "sapo feio".
Naquele momento, o dedo indicador da mão direita, branca e delicada, tinha atada uma linha de teia de aranha, transparente e resistente, cuja ponta mergulhava suavemente em um buraco na neve, pouco maior que um ovo.
Wu Qiaoyan já mantinha essa posição havia uma hora.
A cantiga se repetiu várias vezes, mas ela continuou ali, imóvel, indiferente, sem demonstrar alegria ou preocupação.
Os pequenos tiranos ficaram desapontados!
— O que houve? O sapo feio hoje não reage?
— Será que ficou tonta quando a empurramos da escada outro dia?
— Se ficou tonta ou não, é fácil saber. Wu Gordinho, faz uma bola de neve e joga nela.
Quem deu a ordem foi a neta legítima da família Li, de rosto comum mas olhar feroz, que comandava com arrogância.
Wu Gordinho hesitou, mas te