O romance de ficção científica e fantasia “Espécies Anômalas (A Guerra das Mutações Futuras)” já começou a ser escrito. Sinopse: Em um mundo de alquimia arcanista e fantasia ocidental, o universo do jogo "Trono Arcano", um assassinato ocorre no Distrito 13 das favelas inferiores. A porta de madeira se abre, e Shekely, um notório marginal das ruas, sai do quarto de Fuchuan, um plebeu de baixa classe, com as roupas em desalinho. No momento em que a multidão enfurecida se prepara para executá-lo, a guarda nobre desce dos céus. Sendo um bastardo da nobreza, ele consegue escapar ileso. No silêncio da noite, ele acaricia o próprio rosto e se recorda de que, antes de usar o “Pergaminho Devorador”, ela se chamava Fuchuan. Antes de atravessar para esse mundo e tornar-se Fuchuan, ela era uma comerciante de recursos de jogos. No mundo arcanista, cajados são brandidos, partículas elementares entoam cânticos, carne e sangue fervilham em destruição, e a matéria criada pelo tempo se desintegra sob feitiços. Coveiros, a legião dos Pequenos Esfoladores, Cavaleiros da Rosa Cruciforme, magnatas ardilosos, Noiva Zumbi, o exército de Goblins repulsivos... seriam apenas conteúdos de masmorras? Os arcanistas acadêmicos escolhem companheiros para incursões, enquanto o herdeiro calcula como erradicar o irmão bastardo, vergonha da família. A bela noiva já carrega gêmeos do grande nome da academia, e o protagonista, dotado de um sistema com falhas, planeja eliminar o jovem canalha para lucrar com o destino do mundo. Chacoalhando um frasco triangular, acende o forno alquímico com fogo elemental, calcula reações metálicas em microcosmos e luta para sobreviver no sistema alquímico “infinito”, Shekely, de cabelos desgrenhados, calcula quanto pode lucrar com o resultado dessa rodada de alquimia — se o reator não explodir, é claro. Guia de Leitura: 1. Dimensão híbrida Oriente-Ocidente, mundo de alta fantasia com realidade gamificada, rígida divisão de classes, poder divino equilibrando a monarquia, que governa tudo, enquanto o capital monopoliza a economia material. 2. Equipamentos e recursos são obtidos em masmorras: derrotar chefes garante itens e experiência; caso contrário, recorra à alquimia, queima dinheiro com tecnologia ou se esgota em masmorras. O pano de fundo é acadêmico, com batalhas para subir de nível, inúmeras academias competindo e uma intensa disputa arcana global. Apenas os fortes ascendem, os resilientes vingam-se. 3. As visões de mundo dos personagens não refletem as do autor; o contexto civilizacional e a lógica da trama são peculiares, não aplique moralidade moderna. O protagonista é discreto, pode ser homem ou mulher, simples, realista, de estilo sombrio, disputando sempre pela sobrevivência. 4. O romance tem pouco foco em romance amoroso, com uma linha aberta; o leitor pode imaginar à vontade, sem interferência. 5. Universo de fantasia predominantemente ocidental, mesclando magia da Terra-média, tecnologia transdimensional, estrutura feudal e imperial, poder clerical ocidental — um caldeirão de ideias ousadas. Próximo livro, “Espécies Anômalas (A Guerra das Mutações Futuras)”, já iniciou. Ambientação: Ano 2500. Recursos esgotados, tecnologia desenvolvida de modo unilateral (armas de fogo, mutação biológica, energia), área pré-apocalíptica em transformação, escassez extrema de bens essenciais, colapso dos sistemas políticos dominantes. Conglomerados controlam tudo, a desigualdade é abismal, e a identificação social humana passa a conter marcações de classe, com entretenimento levado ao limite. Sinopse: Mudanças climáticas globais e desastres radiativos revelam regiões misteriosas no mar e em terra. Diante da riqueza dos recursos, um dos maiores conglomerados do mundo, o Grupo Tianxi, conclui que o investimento em escavações na Zona Rubra Submarina B05 falhou e envia a Nona Equipe de Exploração para investigar. Como conselheira de história e meio ambiente, Sui Xin, de saúde frágil, difere bastante dos robustos membros armados da equipe, ainda que compartilhem do mesmo destino: logo no primeiro dia, o comboio é engolido pela névoa, os pneus corroídos explodem, e um estrondo os lança para o fundo de um desfiladeiro. Ao acordar, Sui Xin sente dor no braço e, ao apalpar, percebe um verme de dois centímetros rastejando sob sua pele. No lago onde o carro tombou, miríades de vermes vermelhos nadam em sua direção. Nesse instante, ela entende que está condenada e percebe que todos os escolhidos para essa missão pertencem às castas D e E, a mais baixa da sociedade. Ela própria é E, o nível mais ínfimo. O que Sui Xin ignora é que, enquanto acaricia o braço, uma transmissão global é iniciada. O anúncio nos canais do Grupo Tianxi, acompanhando múltiplas escavações, proclama: “Eles estão presos em ruínas fatais, à beira da morte, mas carregarão a esperança da humanidade e completarão a mutação genética!” O apelo publicitário atrai multidões, cabeças rolam nas ruínas e as transmissões geram fortunas colossais que arrancam sorrisos dos magnatas. Ninguém esperava, porém, que três dias depois alguns realmente mutariam. Os mutantes, transmitidos ao vivo, tornam-se assassinos impiedosos e poderosos, prestes a romper o cárcere das ruínas e retornar ao mundo humano. Eles buscarão vingança. O pânico se alastra, a humanidade vota globalmente pela execução dos mutantes. Exércitos e mercenários são enviados para exterminá-los e resgatar os poucos desafortunados não contaminados. No final, Sui Xin, sobrevivente não mutante, é trazida de volta. O jovem herdeiro do conglomerado lhe pergunta com um sorriso se ela prefere ser cobaia em laboratório ou se submeter ao seu domínio. Cinco minutos depois, no banheiro, Sui Xin lava o sangue escaldante das mãos; no espelho, seus olhos brilham em vermelho puro. Sua primeira habilidade mutante: camuflagem por contato direto com a pele. De volta ao conglomerado, ela logo descobre um segredo: os mutantes têm vida curta — quanto mais forte a mutação, mais acelerada é a degeneração celular e o efeito colateral. Apenas os conglomerados podem desenvolver a cura. Direções das mutações: voo, telepatia, detecção de mentiras, cópia de membros, invisibilidade, controle, transformação corporal em seres anômalos (radiação + vírus, podendo assumir formas de baratas, ratos, leões, peixes, camarões, aves etc., com o risco de serem dominados pelos instintos dessas criaturas). As habilidades geralmente são únicas, raros prodígios exibem múltiplas variações, mas a maioria ainda possui corpos mortais, vulneráveis a danos físicos e energéticos. Observação: Guerra das Mutações Futuras, sociedade altamente instável, múltiplas classes, essência de hiper-capitalismo, crise ambiental e energética, desigualdade social, cultura do entretenimento extremo — tudo prenúncio de um apocalipse vindouro. Não se trata de uma crítica ao presente, mas de uma ficção especulativa, com batalhas de habilidades limitadas, sem deificação ou elementos divinos, misturando baixa magia, ciência anômala e artes marciais.
No meio de um desfiladeiro árido no inóspito planeta-lixeira X5, uma robusta loba das pradarias de espinha de ferro estava agachada sobre uma rocha pontiaguda. Suas garras e presas, de aspecto metálico, cravavam-se na pedra enquanto ela fitava, a setecentos metros de distância, as muralhas de dois metros de altura. Com o focinho baixo, rosnava, olhos fixos no interior das muralhas — lá dentro, o que se via era um vilarejo desordenado, repleto de presas suculentas, mais de dez mil pedaços de carne esperando para serem devorados.
Atrás desse vilarejo situava-se uma das quinze minas de X5, já metade explorada, de onde, todos os dias, saía fumaça densa sob o funcionamento incessante de máquinas e trabalhadores, extraindo riqueza como um rio subterrâneo que enchia os bolsos dos donos. Mas também como esgoto a céu aberto, a riqueza escorria para fora das muralhas, contaminando a já desolada região onde nem as ervas daninhas sobreviviam, quanto mais flores delicadas.
No céu, uma torre magnética suspensa abrigava pequenas naves classe LV1, que abasteciam nos portos energéticos. No topo, havia plataformas onde se destacavam edifícios suspensos — escritórios do consórcio proprietário de X5, onde vivia a elite administrativa.
No solo, entre torres de metal e terra, o vapor de água e óleo formava nuvens densas flutuando sobre as casas. Era uma tarde, uma e meia, e na cozinha de uma taberna, tudo estava coberto de ferrugem: água gordurosa de tom castanho-avermelhado pingava do exausto exaustor, pratos quentes saíam do forno, bebidas geladas eram servidas, e no salão