Nova Iorque não é o paraíso para todos; as favelas não são apenas lendas, e o cartão de residência permanente não é um salvo-conduto para todos os males. Diante disso, será que o tão falado sonho americano está fadado a se despedaçar como pó? O cartão de residência, o domínio do idioma e o dinheiro — três metas outrora tão distantes e desejadas —, duas delas ele conquistou de imediato ao renascer! Mas como explicar esse retorno de dez anos no tempo? Acompanhe a trajetória de um humilde trabalhador clandestino de um restaurante, que, ao receber uma nova chance, desafia o destino e reinventa sua existência, vivendo uma aventura grandiosa!
Dizem que Nova Iorque é a metrópole mais próspera do mundo, outros afirmam que é a capital mais deslumbrante da riqueza; há quem a chame de paraíso, e quem a veja como inferno. Mas, para Lin Guodong, que imigrou clandestinamente para os Estados Unidos há mais de dois anos e passou esse tempo inteiro trabalhando numa cozinha dos fundos sem janelas, Nova Iorque não passava de um abrigo temporário.
Perto demais, causava ansiedade; longe, vinha a saudade. Era o lugar ao qual um homem, quase enlouquecido após ficar tempo demais em outro estado, voltava por um dia para se distrair e, ao mesmo tempo, enviar rapidamente o dinheiro suado de volta aos familiares na terra natal.
É de conhecimento geral que os americanos não são conhecidos pela habilidade culinária. Por isso, em todo o vasto território dos Estados Unidos, os restaurantes de chineses proliferam em todas as regiões habitadas: desde pequenas lanchonetes administradas por casais até buffets com vinte funcionários, passando por restaurantes japoneses com decoração refinada, cardápios quase idênticos e as casas de comida chinesa em Chinatown. Dizem que há mais de cinquenta mil desses estabelecimentos no país.
Numa pequena cidade da Pensilvânia, a cerca de duas horas de carro de Nova Iorque, havia vários restaurantes de porte ao redor do hipermercado Walmart: desde as tradicionais hamburguerias e pizzarias adoradas pelos americanos, passando por casas de carne ao estilo mexicano, até o restaurante japonês de donos chineses onde Lin Guodong trabalhava — o mais movimentado de todos.
No Sakura, o ambie