A veterinária Folha de Outono atravessou o tempo e passou a habitar ao lado de uma família abastada, observando de perto a vida exuberante e fascinante, enquanto aguardava pacientemente o encontro com o amor de sua vida.
No décimo quinto dia do mês mais frio, na melhor região de Xangxing, estavam as casas ancestrais da família Fu. Quando a noite caía, as construções, intermináveis e sobrepostas, pareciam cobertas por um véu.
A porta principal da família Fu raramente se abria durante o dia; hoje, com o tempo ruim, até as portas laterais estavam fechadas. Lanternas grandes já estavam acesas, e era possível ouvir risos e conversas vindos de dentro.
“Já disse que vão acabar apanhando por falar demais! Se acreditam ou não, deveriam ao menos avisar. O senhor não está, mas os administradores estão, não deixem os outros esperando à toa!” Com um resmungo, a porta lateral rangiu e se abriu, e um velho de cabelos e barba completamente brancos saiu, vestido de maneira limpa e arrumada.
Ele parou à entrada, apertando os olhos para olhar lá fora, e logo viu uma figura encolhida sob o grande leão de pedra ao lado da porta principal.
“A neve cai há horas, você esperou o dia todo, ainda trouxe uma criança doente. Venha, entre para descansar.” O velho apressou-se, e a lanterna em sua mão iluminou um tom alaranjado na noite de chuva e neve, revelando a figura diante dele.
Era um homem de meia-idade, com um casaco fino cheio de remendos, já molhado. Ele estava agachado, protegendo uma menina de treze ou catorze anos em seu colo, que tinha o rosto pálido e os olhos fechados.
Ao perceber a presença de alguém, o homem ergueu a cabeça. O rosto magro e pálido, de cerca de trinta e sete ou trinta e oito anos, ostentava barba por fazer e sobrancelhas escuras, ambas cobertas de